Circuito Fechado de TV é essencial ao acompanhamento da rotina nas casas penais

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A tecnologia é aliada no trabalho diário de manter o controle e a disciplina nas unidades penitenciárias

Por Agência Pará

A tecnologia é uma aliada, cada vez mais presente e decisiva, do Sistema Penitenciário. Na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), quase 30 unidades prisionais, das 50 que formam o sistema, já possuem Circuito Fechado de TV (CFTV). Todos os dias, diretores de unidades penais plantonistas, chamados rondantes operacionais, acompanham o funcionamento dessas unidades pelas imagens das câmeras, para identificar possíveis falhas, orientar melhorias e monitorar a execução dos procedimentos operacionais e protocolos de segurança.

Todo o trabalho é realizado na Central Integrada de Monitoramento Eletrônico (Cime), que além de acompanhar a movimentação nas casas penais faz a monitoração eletrônica dos custodiados que usam tornozeleira eletrônica, de forma ininterrupta. Quando algum dos custodiados viola a tornozeleira, o Sistema Penitenciário é automaticamente informado e as providências são tomadas, visando à busca e recaptura.

Segundo Geraldo Gomes, diretor do Centro de Recuperação Penitenciário do Pará III (CRPP III), um dos rondantes operacionais, a fiscalização é mais uma ferramenta utilizada pela Seap na manutenção dos procedimentos e controle das casas penais. “Sabemos que não estamos 24 horas no mesmo local de forma presencial, mas temos o suporte das câmeras para fazer a visualização e acompanhar. Esse sistema é de extrema importância para o controle do sistema penitenciário de um modo geral”, afirmou.

Trabalho conjunto – O objetivo é manter o controle e a disciplina nas unidades prisionais por meio do trabalho em conjunto, garantindo a execução das normas previstas no Manual de Procedimentos da Secretaria, que abrangem custódia, assistência à saúde, atendimento jurídico e reinserção social.

Érica Sousa, outra rodante operacional, dirige o Centro de Reeducação Feminino (CRF), de Ananindeua, e afirma que a função é importante, pois auxilia diretamente o trabalho dentro das unidades prisionais. “É um papel estratégico na gestão, em que estamos altamente conectados, exigindo a excelência da produtividade de cada um de nós diariamente. Isso resulta em uma qualidade a mais na gestão, com reflexo em um sistema penitenciário cada vez melhor”, ressaltou.

De acordo com o secretário de Estado de Administração Penitenciária, Jarbas Vasconcelos, não basta a Seap ter o Manual de Procedimentos e a cultura da prática, pois é preciso fiscalização e orientação. “A rotina é o pior inimigo de qualquer protocolo, e são necessários ‘experts’ na execução dos procedimentos para verificar o funcionamento das casas. A partir do monitoramento, os diretores plantonistas conversam com os responsáveis pelas respectivas unidades prisionais, para orientar e ressaltar a importância do procedimento. É um projeto de vivência”, afirmou.

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