Mangueirão entra na era tecnológica: Estádio passa a contar com impedimento semiautomático no Brasileirão

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O futebol paraense dá um passo importante rumo à modernização. A partir deste sábado (25), o Estádio do Mangueirão passará a utilizar o sistema de impedimento semiautomático (SAOT) em partidas da Série A do Campeonato Brasileiro. A implementação foi confirmada pela CBF e marca o início do segundo turno da competição (20ª rodada).

Com a conclusão dos processos de instalação e testes, todos os estádios que recebem jogos da elite do futebol nacional — incluindo o palco paraense que sedia as partidas do Remo — estão prontos para operar com a nova tecnologia.

Como funciona a tecnologia?

O sistema SAOT utiliza uma estrutura de cerca de 30 aparelhos celulares posicionados estrategicamente ao redor do gramado. Esses dispositivos capturam imagens em resolução 4K e 100 frames por segundo. Com esses dados, o software processa uma réplica digital instantânea do lance, permitindo que a arbitragem identifique com precisão milimétrica a posição dos jogadores.

Benefícios e agilidade

A principal promessa da nova ferramenta é o aumento da eficiência nas decisões de campo. De acordo com a CBF, a expectativa é reduzir em cerca de 33% o tempo gasto para a checagem de lances de impedimento, agilizando o jogo e diminuindo a espera dos torcedores e das equipes.

Planejamento e contingência

O projeto de implementação no Brasil demandou oito meses de trabalho, incluindo vistorias técnicas em todos os estádios da Série A para adequação de infraestrutura de energia e conectividade. Antes da estreia oficial, a tecnologia passou por uma fase rigorosa de validação em jogos das categorias de base e em rodadas anteriores do Brasileirão.

Plano B: Caso ocorra qualquer falha técnica durante o uso do SAOT, a arbitragem está devidamente instruída a retomar o modelo tradicional de checagem manual do VAR. Nessas situações, o protocolo determina que treinadores, capitães e o público presente no estádio sejam imediatamente informados sobre a indisponibilidade temporária da ferramenta.

Com a integração ao sistema nacional, o Mangueirão se consolida como um dos palcos brasileiros plenamente preparados para os novos padrões tecnológicos impostos pela CBF.

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